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A Cidade de Caruaru

Cidade que acabou de comemorar o seu sesquicentenário, possui uma história de muitas conquistas, desde a sua origem até os dias atuais. Navegando nos primórdios da colonização caruaruense, você verá que a religiosidade e o comércio informal interagem, desde o início da civilização da “terra dos avelozes” passando por grandiosas transformações.

Em 1681, surge a Sesmaria do Caruru, esta que foi doada pelo então governador Aires de Souza de Castro ao cônego Simão Rodrigues de Sá. Seriam 30 léguas de terra entre o Rio Ipojuca e de Serinhaém.
Antes disso, em 1671, o capitão José Rodrigues de Jesus, tornara-se herdeiro da primitiva fazenda do Caruru, essa que era oriunda da Sesmaria Ararobá que tinha sido concedida pelo governador Fernando de Sousa Coutinho, à família Vieira de Melo, a qual o capitão José Rodrigues fazia parte.

Em 1781, o capitão José Rodrigues de Jesus casa-se com a sua sobrinha Maria do Rosário Nunes e passa a morar na fazenda Caruru, que tinha sido abandonada após a morte de seus pais.

Com essa união foram fundados diversos sítios, entre eles o que mais se destacava era o de Caruru, por ser caminho das boiadas na época em que o transporte do gado do sertão para o litoral era feito a pé, e por se localizar entre o Morro do Caruru e o Rio Ipojuca.

Em 1781, o capitão José Rodrigues e sua esposa, deram início à construção de uma capela dedicada a Nossa Senhora da Conceição, uma vez que a capela mais próxima localizava-se na cidade dos Bezerros. A partir de então, a fazenda do Caruru passa de uma propriedade particular para um povoado, depois para uma vila e em seguida para cidade. Com a construção da capela e a sua privilegiada localização, a fazenda Caruru foi sendo ponto de apoio para moradores dos sítios vizinhos.

Em 1800, o capitão José Rodrigues começa a realizar festejos natalinos na rua em frente à capela. Com o acréscimo de pessoas em dia de missa, foi criando-se um pequeno comércio ao redor da igreja e com o passar do tempo o capitão doou algumas terras próximas à capela, aos mascates e viajantes, assim dando inicio a construção de casas e pequenos comércios, formando um arruado.

Em setembro de 1820, aos 64 anos o capitão-fazendeiro José Rodrigues de Jesus chegou a falecer, sendo sepultado no interior da capela. Em 9 de novembro de 1824, o capitão Antonio Teixeira de Carvalho, é encarregado do Comando Militar do Distrito do Caruru, assim durante o século XIX o pequeno arruado evolui e surge o povoado de Caruaru.

É interessante ressaltar que a partir de 1848 o nome Caruru vai desaparecendo dos escritos e sem nenhuma explicação constatada, começa a surgir Caruaru.
No ano de 1849, Caruaru torna-se município e sua Câmara Municipal é instalada, sob o domínio da família Vieira de Melo.
Para resumir o processo da criação da cidade de Caruaru o poeta Jénerson Alves, em um de seus cordéis, declama que:

“Simão Rodrigues fundou um sítio pra criar bois, mais de cem anos depois seu neto esse sítio herdou. Zé Rodrigues se casou com Maria do Rosário o pontapé necessário para o lugar progredir e este ano atingir o seu sesquicentenário...”

Ao fazer essa viagem pelo tempo e ver toda a evolução pela qual o município viveu, podemos ver todas as conquistas e as transformações que a cidade passou. Porém o desejo de crescer cada vez mais entusiasma cada cidadão caruaruense, a buscar um futuro melhor para as próximas gerações. Em rumo a um amplo desenvolvimento, a princesa do agreste busca o seu lugar no cenário nacional.

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